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Oficinas de Formação Audiovisual para Jovens

O Cinema da Favela é um projeto de formação audiovisual voltado a jovens moradores da Pedreira Prado Lopes, uma das favelas mais tradicionais de Belo Horizonte. Realizado na Escola Municipal Belo Horizonte, o projeto promove uma imersão prática e criativa no universo do cinema, envolvendo todas as fases de produção de um curta autoral — da ideia à finalização de um curta-metragem, — que será exibido ao público na Mostra Cinema da Favela, realizada na própria escola.

Mais do que ensinar a fazer cinema, o projeto busca provocar o olhar, ampliar horizontes e fortalecer a presença das juventudes periféricas nos processos criativos e nos meios de produção cultural.

Acreditamos

O Cinema da Favela acredita que a arte pode ser um caminho para a autonomia, para o pertencimento e para a transformação das realidades vividas por esses jovens — e que suas histórias merecem ser contadas, escutadas e vistas.

“Suas histórias merecem ser contadas, escutadas e vistas.”
Nós da Fita

Promover o acesso de jovens da periferia à formação em cinema e audiovisual.

Estimular o protagonismo e a autoria de narrativas a partir do território.

Apresentar o campo do audiovisual como uma possibilidade profissional e empreendedora.

Desenvolver habilidades técnicas, criativas e de trabalho em equipe.

Produzir um curta-metragem realizado integralmente pelos participantes.

Fomentar o diálogo entre escola, cultura e comunidade.

Escola Municipal Belo Horizonte

Com 77 anos de história, a Escola Municipal Belo Horizonte foi a primeira instituição da capital mineira criada para atender ao Ensino Fundamental. Localizada na Avenida José Bonifácio, no bairro São Cristóvão, atende a comunidade da Pedreira Prado Lopes e entorno, sendo referência em práticas educativas que articulam formação, território e cultura.

Reinaugurada em 2009, retomou suas atividades com atendimento aos 2º e 3º Ciclos do Ensino Fundamental. Atualmente, atende cerca de 600 estudantes, do 1º ao 9º ano e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Sua proposta pedagógica tem caráter holístico: valoriza o aluno como um todo, promovendo o desenvolvimento intelectual, social, cultural, emocional e físico.

Como parte do Programa Escola Integrada da Rede Municipal, amplia os tempos e espaços de aprendizagem. Os alunos frequentam museus, cinemas, teatros e outros espaços culturais da cidade. No cotidiano, participam de oficinas de música, dança, mídias, circo, jiu-jitsu, artesanato, informática, novas tecnologias e direitos humanos — experiências que fortalecem o protagonismo e o pertencimento.

A EMBH também é reconhecida como polo de educação inclusiva em Belo Horizonte. Conta com uma sala sensorial voltada a estudantes neuro divergentes, que também pode ser utilizada por outras unidades da rede. Além disso, oferece aulas de Libras e promove um ambiente de convivência respeitosa e acolhedora.

Por meio do projeto Escola Aberta, desenvolve atividades físicas e esportivas para a comunidade, conduzidas por profissionais habilitados. Seu ginásio poliesportivo é ponto de encontro para moradores da região, que frequentam as aulas e utilizam o espaço como parte do cotidiano comunitário.

Neste ano, a instituição recebe o projeto Cinema da Favela, que será realizado com seus próprios alunos. A iniciativa dialoga com os princípios que já fazem parte da EMBH: o acesso à cultura, a valorização das juventudes e a expressão como ferramenta de transformação.

Objetivos

  • Promover o acesso de jovens da periferia à formação em cinema e audiovisual.
  • Estimular o protagonismo e a autoria de narrativas a partir do território.
  • Apresentar o campo do audiovisual como uma possibilidade profissional e empreendedora.
  • Desenvolver habilidades técnicas, criativas e de trabalho em equipe.
  • Produzir um curta-metragem realizado integralmente pelos participantes.
  • Fomentar o diálogo entre escola, cultura e comunidade.

Metodologia

As oficinas do Cinema da Favela serão conduzidas por profissionais atuantes no mercado audiovisual, combinando momentos expositivos com experiências práticas. A formação será dividida em núcleos temáticos que abordam diferentes áreas do cinema, como roteiro, direção, câmera, som, arte, figurino, produção e edição.

Ao longo das oficinas, os alunos exploram cada uma dessas etapas na prática, entendendo como funciona o processo de criação de um filme. No final do percurso, o grupo é dividido em funções e realiza, coletivamente, um curta-metragem — com acompanhamento dos mentores e liberdade criativa.

O filme será  exibido na escola, durante a Mostra Cinema da Favela, que também apresenta outras produções realizadas por jovens cineastas e coletivos periféricos, com com sessões comentadas e bate-papo com os participantes e convidados do setor audiovisual.

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